Uva Carménère: qual a história da casta que renasceu no Chile?

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Quem não gosta de uma bela história de superação? Ela nos ajuda a ver que a vida é cheia de altos e baixos e que pode nos surpreender… positivamente! Mas o que isso tem a ver com a uva Carménère? Tudo! Afinal, essa variedade já foi dada como extinta em sua terra de origem e ressurgiu em outro continente!

Neste post, a gente conta como isso aconteceu, quais são as características dos vinhos elaborados com ela e como harmonizar as bebidas, a fim de ter uma experiência incrível! Depois de ler o nosso artigo, temos certeza de que você degustará os rótulos de Carménère com maior paixão. Então, vamos lá?

A história da uva Carménère

A uva Carménère tem origem na área de Bordeaux, na França. Inclusive, era muito utilizada nos blends que resultavam nos famosos vinhos da região, antes mesmo da Cabernet Sauvignon e da Merlot. Por volta de 1870, uma praga fatal para as videiras (filoxera) assolou as plantações e devastou vinhedos inteiros, provocando uma crise no mercado de vinhos.

Nessa época, a Carménère foi dada como extinta e passou mais de 100 anos até ser redescoberta por acidente, em 1994, graças ao ampelógrafo francês Jean Michel Boursiquot. O especialista estava caminhando por vinhedos de Merlot no Chile, quando se deparou com uma videira diferente: era a uva extinta de Bordeaux.

Ela havia parado na América do Sul vinda com os imigrantes franceses e plantada juntamente à Merlot. Passou tanto tempo despercebida porque suas características são bem semelhantes. Aqui, encontrou condições muito favoráveis para o seu desenvolvimento e ficou protegida das pragas. Hoje, ela é uma uva emblemática do Chile.

Os vinhos

Os vinhos varietais (feitos apenas com um tipo de uva) elaborados com a Carménère têm sabor marcante, são frutados e adocicados, apresentam acidez média e são bem encorpados. Muitos dizem que ela é um meio termo entre Merlot e Cabernet Sauvignon.

Se colhidas no amadurecimento correto, o vinho apresenta aromas de frutas negras, como ameixa e cereja, pimenta preta, terra molhada e herbáceos. Os rótulos envelhecidos em barris de carvalho têm complexidade e notas de chocolate, tabaco e baunilha. Sua coloração é um vermelho intenso e profundo e sua textura é aveludada e sedosa.

A harmonização

Por conta de sua acidez acentuada, os vinhos Carménère harmonizam perfeitamente com receitas salgadas e com tendência ao amargo, como carnes vermelhas com pouca gordura ou carnes de porco. Já em aperitivos, você pode degustar a bebida com:

  • azeitonas;
  • peru assado;
  • queijo parmesão;
  • queijo muçarela;
  • saladas.

A dica aqui é não combinar o vinho Carménère com comidas mais ácidas, como as feitas com molho de tomate. Sendo assim, ele não é a melhor opção para acompanhar um prato de massa ao sugo, por exemplo.

A uva Carménère tem uma história muito interessante de ressurgimento, o que a torna ainda mais admirada. Os vinhos feitos com ela são fáceis de agradar, até mesmo àquelas pessoas que não estão acostumadas aos tintos ou que estão começando no mundo dos vinhos por agora. Além disso, a sua harmonização é bem eclética, sendo uma ótima opção para jantares e degustações.

Por falar em harmonizações, você sabe como fazer isso? Aproveite que está por aqui e aprenda mais sobre como combinar o seu vinho preferido com os pratos que vão realçá-lo!

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